Há uns meses atrás perguntaram-me se eu era jogadora de basquetebol. A minha resposta foi negativa, uma vez que nunca tive a oportunidade de entrar para um clube do género, mas era algo que adorava de praticar. Não sei porquê, o basquetebol sempre foi um dos desportos que mais prazer me deu fazer e um daqueles a que nunca renunciei. O motivo de me terem perguntado aquilo foi pelos meus movimentos corporais. De acordo com o rapaz, a maneira como eu introduzo os meus pés no equipamento, primeiro o calcanhar e só depois a ponta e o facto de os ter sempre ligeiramente para dentro quando estou parada, ao que parece, denunciam-me como uma praticante desse desporto que nunca tive a oportunidade de jogar a sério. Agora, que a oportunidade surgiu aqui perto de mim, não tenho a possibilidade de a agarrar e isso deixa-me triste. É a falta de tempo, a falta de espaço na minha vida e os meus horários trocados que me condicionam. Quem me dera arranjar espaço no meu quotidiano para o basquetebol, mas parece-me que ainda não é para já.
Acho que mais depressa sou capaz de regressar ao meu também querido voleibol, do que vou entrar no basquetebol. Também me fará bem. Aquilo de que mais preciso agora é de distrações que me preencham de contentamento. E o desporto é uma delas.
