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quarta-feira, 25 de setembro de 2013


E quando o vento roçou o meu rosto descoberto, senti um arrepio prazeroso que me fez abrir um largo sorriso. Mais ou menos a mesma sensação que a tua pele em contacto com a minha me transmite. E por breves momentos, cerrei os olhos e fingi que ali estavas comigo. Foram os melhores cinco segundos do meu dia. ♥

terça-feira, 17 de setembro de 2013

See the ocean in you


Se olhares o mar... o que é que vês? Conta-me os teus segredos, todos aqueles que anseias espalhar pelo mundo, mas que te vês impedido de o fazer. Todas aquelas confidências que fizeste à Lua e ao céu estrelado, esperando uma compreensão que chegou em forma de brisa que cria arrepios na espinha. Todos aqueles sussurros que lançaste ao vento, esperando que este trouxesse de volta uma palavra amiga e reconfortante. Podes contar-me a mim, eu estarei aqui a ouvir, tudo o que disseres, a prestar atenção a cada vírgula. Todas aquelas noites em que te sentaste no areal, a ouvir o rebentamento das ondas, a sentir a brisa marinha a ondular os teus cabelos, a tocar a tua face, a beijar os teus lábios. Todas as noites em que subiste ao cume da montanha mais alta e ficaste a vislumbrar a doce Lua, alta no céu, rodeada por tantas estrelas que não te deste ao trabalho de contar. Todos aqueles fins-de-tarde em que saíste para a rua, sem rumo pré-definido, e andaste à deriva, saudando os últimos raios de sol de um dia desgastante. Tudo aquilo que navegou pela tua mente... Tudo aquilo que te preocupou, tudo o que fez esses vincos acentuarem-se na tua testa e junto aos teus olhos. Tudo aquilo que deixaste por dizer e que te angustiou à noite. Tudo o que te roubou o sono e te encheu de sentimentos contraditórios. Revela os teus segredos, cospe as tuas angústias, liberta as tuas consternações. Fecha os olhos. Imagina o mar. O seu azul escuro junto ao horizonte, o seu azul turquesa junto ao areal. Imagina as suas ondas revoltas, a sua espuma branca que banha a praia. Imagina o seu som violento e relaxante, simultaneamente. Consegues imaginá-lo? Agora deixa-te envolver  por ele, pela sua alma. Bloqueia os maus pensamentos e os sentimentos que te destroem. Sê quem quiseres ser, sê tu próprio.
Se olhares para o mar... o que é que vês? Eu vejo-me a mim. Revoltada, tempestuosa. Serena, calma. Apenas eu, e o mar azul.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Home


Alguma vez viajaram para fora e, mesmo a quilómetros de distância da vossa terra natal, se sentiram em casa? Como se naquele preciso local, naquele ambiente, ao respirar aquele ar, ao ouvir aqueles sons, ao olhar ao redor, tudo fizesse um sentido inexplicável, uma sensação de lar tão forte que vos arrebata e faz crescer em vocês uma incrível vontade de não ir a lado nenhum?
Há cerca de dois anos e meio senti essa mesma sensação e ainda hoje, ao lembrar-me daquela viagem, sinto o sabor a saudade que me atinge. Londres foi, sem dúvida alguma, a melhor experiência que já tive, de vários pontos de vista, mas, essencialmente, por ter sido o sítio em que melhor me senti em quinze anos. É, sem dúvida, um local onde quero regressar assim que me for permitido.