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domingo, 16 de fevereiro de 2014

Na vida há um tempo para tudo


Na vida há um tempo para tudo. Um tempo certo para cada coisa, para cada pormenor, para cada loucura. Tudo tem o seu tempo e saber, perceber e interiorizar esta ideia é a melhor maneira de aceitar a vida tal como ela é e de a viver da melhor maneira. Há um tempo para se ser criança e um tempo para tomar consciência das responsabilidades. Há um tempo para a Primavera e um tempo para o Inverno. E a Primavera virá depois do Inverno e nunca o contrário, pois foi assim que foram feitas as coisas, pois é assim que é a vida. Há um tempo para a paixão desenfreada e um tempo para o amor caloroso. Há um tempo para a inocência. Há um tempo para as flores crescerem, e um tempo para as folhas das árvores beijarem o chão. E quem tenta contornar as leis que assim tudo designam, dá-se mal. E dá-se mal porque há que respeitar os tempos como se de uma dança se tratasse. Cada batimentos da música corresponde a um movimento, e desrespeitar as leis naturais, é o mesmo que dançar hip-hop ao som da música clássica: não faz sentido. Há um tempo para a rebeldia, um tempo para a severidade, um tempo para a honestidade. Na vida, só não há um tempo para amar. Porque o amor não marca hora de consulta, vem quando lhe apetece e não quando estamos à espera que venha. O amor aparece no seu tempo, não se importando se é o certo ou o errado, ou que complicações trará consigo, ele simplesmente vem. E são raros aqueles que lhe são capazes de virar a cara, e talvez sejam esses os mais sortudos, pois não têm de adaptar o tempo de tudo o resto ao tempo egoísta do amor. Sortudos são aqueles que vivem tudo no seu tempo e que, assediados por este sentimento desordeiro, não vêm o tempo de nada a ser alterado. Pois o amor, esse energúmeno que aparece quando bem lhe apetece, não pode sair sempre a rir. E por isso, é tempo de cometer algumas loucuras.

domingo, 22 de dezembro de 2013

O "não" da derrota


«Ama-lo?
-Sim
Ainda estás apaixonada por ele?
-Sim.»


«Tu ama-la?
-Sim
Ainda estás apaixonado por ela?
-Não.»

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

a vencer os grilhões da vida



Sabes que mais? Se calhar eu não sei mesmo nada sobre amor. Se calhar as minhas perspectivas estão erradas e isto não funciona assim... Se calhar... Mas talvez o que eu conheço do amor seja o suficiente para saber que amar é um sentimento egoísta, em que desejamos tudo do outro para nós e vivemos para dar sentido a tudo, mas também requer paciência, empenho, confiança, estabilidade, alegria, verdade e muita vontade. Nem sempre o caminho está desimpedido e sem grilhões. Nem sempre é fácil. Nem sempre os defeitos do outro são fáceis de amar e aceitar. Mas quando é verdadeiro, tudo se supera de um modo ou de outro e é isso que nós estamos a fazer. A superar as adversidades que cada vez são mais. A passar por cima dos problemas que se acumulam. A vencer os grilhões que nos ferem os pés. A vencer, dia após dia, de olhos vendados, procurando as oportunidades da vida.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

it's stronger than me


É mais forte do que eu. Quando vens até mim de lágrimas nos olhos e, de entre todos, me escolhes a mim para desabafar as tuas mágoas, não consigo evitar relembrar o passado. Vejo em nós aquilo que já fomos e, embora isso também me relembre de tudo o que fizemos uma à outra, não sou capaz de deixar de querer proteger-te. Quando te vejo assim, indefesa, tudo o que me ocupa é esta necessidade de te acalmar, de ser para ti o que um dia foste para mim. Há anos que conhecemos os traços uma da outra e foi por isso mesmo que tão magoada saí de tudo o que de mim escondeste. Não pela situação, mas por não o esperar de ti, uma pessoa a quem sempre confiei partes importantes de mim, pensando que as guardarias com a tua vida. Não nego que ambas tenhamos falhado, mas apraz-me ver que damos agora os primeiros passos para a reconstituição da amizade que mais me custou perder no meio disto tudo. Estamos a crescer, como pessoas, e como amigas. Estamos a aprender com os nossos erros e eu estou a perdoar-te com cada pedaço magoado que restou do meu coração. Não o voltes a destruir, por favor. É tão bom ser um apoio para ti, mas preciso de saber que também o serás para mim se eu precisar, mesmo que ainda não seja capaz de confiar em ti como antes fui. Mesmo sabendo que não saberei ser quem fui para ti, como um dia soube. É mais forte do que eu. Revejo naquilo que hoje formamos o passado que deixamos escapar, e por muito que esteja a arriscar, quero ajudar-te, secar-te as lágrimas e despertar o teu sorriso, pois no final de tudo, quebra-me que não estejas bem. Podes ter errado. Podes ter destruído tudo o que eu julgava termos. Mas continuo cega na busca pelo dia em que te virarei as costas. Não serei capaz de o achar. Pois serás sempre uma parte de mim. Uma parte que já foi cortada e colada muitas vezes, que ainda cá está. E que, desta vez, tem de permanecer. 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

I'll never know...


Olho para ti e sorrio. Por entre olhares fugazes e imperceptíveis, por entre assentimentos mútuos e sorrisos suaves, sinto o meu coração a palpitar como se estivesse prestes a saltar-me do peito. É esse o efeito que tens sobre mim. É nesse estado de nervosismo e arrepios constantes que fico quando te avisto, quando te ouço ou simplesmente quando o teu nome é pronunciado ao meu redor. Alguns chamam-lhe paixão, outros amor, mas eu sinceramente não sei o que é isto. Houve um tempo em que achava saber, mas hoje já não digo o mesmo. Poderá o amor ser assim tão poderoso? Poderá ele comandar a minha vida assim, esmagar-me com a ajuda das saudades e preencher-me com a emoção de estar perto de ti? Poderá o amor ser tão dono de mim como este sentimento aparenta ser? Ou és simplesmente tu que me atrais desta maneira irrefutável? Acho que nunca saberei.

sábado, 2 de novembro de 2013

something new


2011
Porque apareceste sem aviso prévio e avançaste pela calada em busca do momento certo para dar a cara e mudar aquilo que eu julgava intocável. Revolucionaste o meu mundo e baralhaste, sem autorização, sentimentos e pensamentos. Entraste sem convite e ficarás por tempo indeterminado esperando autorização de saída. A memória do teu sorriso perfeito, o som da tua voz que se mantém na minha cabeça enviando mensagens indirectas e inacabadas de encontro ao meu pequeno coração que bate descompassadamente procurando juntar todas as tuas palavras desfragmentadas, a intensidade do teu olhar ao pousar no meu. Vibro ao ouvir o doce som do teu nome e estremeço quando o leio. Não sei ao certo o que é isto, mas a verdade é que sinto os nervos à flor da pele cada vez que, pela noite, recebo uma mensagem e corro na esperança que seja tua, e fervilho quando confirmo que de facto é o teu número no remetente, é o teu nome, aquele nome que confirma aquilo que o meu coração mais deseja. E depois seguem-se aquelas palavras que me fazem quase levitar , ainda que os meus pés continuem presos ao chão.  O sorriso sorrateiro que se vai abrindo à medida que as palavras passam pelos olhos e o cérebro descodifica as letras, mandando a mensagem para o órgão responsável por tudo isto, o meu pequeno coração, que ainda que pequeno, bate febrilmente em busca de abrigo nas tuas afirmações. A melodia das tuas gargalhadas sonoras faz-me agitar e o brilho que vejo reflectido no mais profundo do teu olhar preenche-me. Não sei o que é isto. Talvez esteja apaixonada.

sábado, 19 de outubro de 2013

(des)confiar


Eu sou daquele tipo de pessoas que prefere ficar sozinha, sofrer sem companhia, chorar recolhida e nunca desabafar sobre nada. Odeio depositar os meus problemas, questões e angústias noutra pessoa, e essa realidade, que me acompanhou desde muito nova, fez com que hoje me seja muito difícil expressar tudo o que sinto, tudo o que me magoa e destrói. Até mesmo no que toca ao Mr. Nightmare - em parte também pela relação complicada que tínhamos antes de toda esta reviravolta se dar -, nunca fui capaz de desabafar totalmente tudo com ele. Com medo de transparecer a minha infantilidade, com medo de o desiludir, de o magoar, de o fazer arrepender-se de me amar. Durante anos e anos guardei tudo no mais fundo de mim, julgando que seria o melhor a fazer, e, embora hoje saiba que não é, esse fantasma do passado impede-me de me abrir completamente a alguém, por mais que eu queira e saiba que precise. Engulo não só o que tenho de engolir, mas tudo e mais alguma coisa, optando por não expressar o que me corrói.
Quando me encontro em sofrimento, procuro afastar todos os seres curiosos, mesmo reconhecendo que quero partilhar as minhas dúvidas e inseguranças com alguém. Simplesmente porque isso faz parte da pessoa em que me tornei ao longo dos anos e por não conseguir agora mudar isso. Opto sempre por pedir que me deixem sozinha, mesmo desejando mais do que tudo um abraço e um ombro onde chorar. Alguém que não me julgue, que simplesmente lá esteja.
No entanto, quando se trata de outra pessoa - mais próxima ou menos próxima de mim -, o caso muda de figura. Não me permito ver alguém em baixo, de lágrimas nos olhos e em prantos silenciosos, sem dar o meu máximo por ajudar. Sinto sempre a necessidade de me oferecer como um ombro em que aquele ser pode desabafar, talvez por saber o quão difícil é batalhar tudo sozinha. Talvez por saber que não é fácil não poder confiar em ninguém. Mas especialmente por saber, que, até as pessoas mais revoltadas, precisam de um abraço. Porque eu já fui a rapariga que declarava a sua revolta por meio de fugas para longe e lágrimas. E ainda o sou, agora apenas escolho afastar-me silenciosamente, sofrendo em silêncio. E, por isso mesmo, sei o quão importante pode ser um simples envolver de braços forte. Mesmo não podendo ajudar com mais do que palavras apaziguadoras, não suporto ver pessoas de lágrimas nos olhos e a sofrerem sozinhas. 
 Já guardei em mim muitos segredos desabafados em horas complicadas e fiz o melhor que podia por apaziguar a dor dos outros, oferecendo a minha força. Já ouvi confissões que me despedaçaram o coração, mas esforcei-me sempre por mostrar o melhor lado das coisas a quem só conhecia a perspectiva negra da situação. Não me considero melhor pessoa que ninguém por isso, simplesmente fico melhor comigo mesma por (tentar) ajudar alguém.
Embora saiba já a resposta, pergunto-me ainda incessantemente, o porquê de me ser tão complicado abrir-me com alguém. Deixar alguém conhecer-me na íntegra, ou pelo menos, permitir que alguém tenha a oportunidade de me descobrir. Julgo que todas as desilusões que a vida me trouxe roubaram-me a capacidade de confiar nas pessoas que me rodeiam, e isso fez de mim a pessoa fechada que sou cada vez mais. A culpa é minha, por ter confiado nas pessoas erradas. E por isso, agora opto por não arriscar mais, uma vez que não sei quais são as pessoas certas. 

"Dá o melhor de ti às pessoas, só não confies em ninguém. (...) Nem mesmo em mim. Assim, sem amigos, até parece que és uma pessoa má."
-E não é isso mesmo que eu sou?
"Não, não é isso que és."

domingo, 29 de setembro de 2013

importância


"Nós só damos importância assim, às pessoas que são importantes para nós."
E ontem esta foi, provavelmente, a frase que mais sentido fez para mim, sussurrada entre a multidão, num momento em que o que eu mais queria era sair a correr daquele espaço fechado, deixando as minhas lágrimas misturarem-se com a água da chuva. E é verdade. As coisas só se abatem sobre nós deste modo esmagador quando as pessoas nos dizem algo, quando não ficamos indiferentes às suas ações e quando tudo o que mais desejamos é voltar atrás no tempo. Nós não sofremos por quem não nos aquece nem nos arrefece. Não choramos por pessoas com quem nos cruzamos na rua sem sequer olhar duas vezes. Se sofremos, é porque amamos. Se damos importância, é porque quem nos magoou, significa alguma coisa para nós. Caso contrário, porque estaria eu à beira das lágrimas? Se, de facto, eu não gostasse das pessoas que me desiludiram, porque me importaria? Sim, quem mo disse, tinha toda a razão. Mais do que isso, quem mo disse, não precisou de ver as lágrimas a escorrerem pelo meu rosto, nem de saber o que ocupava a mente, para tocar nesse ponto tão sensível. Não sofro por não confiar. Sofro por ter confiado demais. Por amar quem me atraiçoou, por saber que faria tudo por elas. 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013


E quando o vento roçou o meu rosto descoberto, senti um arrepio prazeroso que me fez abrir um largo sorriso. Mais ou menos a mesma sensação que a tua pele em contacto com a minha me transmite. E por breves momentos, cerrei os olhos e fingi que ali estavas comigo. Foram os melhores cinco segundos do meu dia. ♥

terça-feira, 17 de setembro de 2013

See the ocean in you


Se olhares o mar... o que é que vês? Conta-me os teus segredos, todos aqueles que anseias espalhar pelo mundo, mas que te vês impedido de o fazer. Todas aquelas confidências que fizeste à Lua e ao céu estrelado, esperando uma compreensão que chegou em forma de brisa que cria arrepios na espinha. Todos aqueles sussurros que lançaste ao vento, esperando que este trouxesse de volta uma palavra amiga e reconfortante. Podes contar-me a mim, eu estarei aqui a ouvir, tudo o que disseres, a prestar atenção a cada vírgula. Todas aquelas noites em que te sentaste no areal, a ouvir o rebentamento das ondas, a sentir a brisa marinha a ondular os teus cabelos, a tocar a tua face, a beijar os teus lábios. Todas as noites em que subiste ao cume da montanha mais alta e ficaste a vislumbrar a doce Lua, alta no céu, rodeada por tantas estrelas que não te deste ao trabalho de contar. Todos aqueles fins-de-tarde em que saíste para a rua, sem rumo pré-definido, e andaste à deriva, saudando os últimos raios de sol de um dia desgastante. Tudo aquilo que navegou pela tua mente... Tudo aquilo que te preocupou, tudo o que fez esses vincos acentuarem-se na tua testa e junto aos teus olhos. Tudo aquilo que deixaste por dizer e que te angustiou à noite. Tudo o que te roubou o sono e te encheu de sentimentos contraditórios. Revela os teus segredos, cospe as tuas angústias, liberta as tuas consternações. Fecha os olhos. Imagina o mar. O seu azul escuro junto ao horizonte, o seu azul turquesa junto ao areal. Imagina as suas ondas revoltas, a sua espuma branca que banha a praia. Imagina o seu som violento e relaxante, simultaneamente. Consegues imaginá-lo? Agora deixa-te envolver  por ele, pela sua alma. Bloqueia os maus pensamentos e os sentimentos que te destroem. Sê quem quiseres ser, sê tu próprio.
Se olhares para o mar... o que é que vês? Eu vejo-me a mim. Revoltada, tempestuosa. Serena, calma. Apenas eu, e o mar azul.

domingo, 15 de setembro de 2013


Até que ponto é natural darmos mais importância à dor alheia do que à nossa própria?

melodia do coração


Hoje, mais do que nunca, queria poder ter-te aqui. Preciso de sentir os teus braços fortes a apertarem-me contra ti, as tuas mãos doces a mexerem-me no cabelo como só tu sabes e o teu cheiro a entranhar-se em mim. Precisava de ouvir a tua voz e de saber que, ao abrir os olhos, tu estarias ali, ao meu lado, a aquecer-me. Precisava de sentir a tua pele em contacto com a minha e as nossas mãos entrelaçadas, num aperto reconfortante. Precisava de me deitar e de saber que tu estarias ao meu lado quando acordasse. Precisava de estar segura de que serias só tu e eu, perdidos num mundo criado a dois, numa perfeição tão nossa. Precisava que os teus pés se entrelaçassem nos meus e que me sussurrasses ao ouvido o quanto o mundo seria perfeito se assim fosse para sempre. 
Perco a noção o tempo e do espaço enquanto a minha mente repete a melodia da tua voz que me acalma o coração. Não existe nada além deste calor confortável que crias no meu peito e isso deixa-me feliz. Já enfrentámos tanto e já lutámos por tudo. De mãos dadas, fizemos da nossa relação a única melodia que algum dia desejei ouvir.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Make a wish


"It's the oldest story in  the world. One day you're seventeen and playing for someday, and then quietly, without you ever really noticing, someday is today. And then, someday is yesterday. And this is your life. We spend so much time wanting, pursuing, wishing, but ambition is good. Dreaming. If you had a friend you knew you would never see again, what would you say? If you could do one last thing for someone you loved, what would it be? Say it. Do it. Don't wait. Nothing lasts forever. Make a wish and place it in your heart. Anything you want. Everything you want. Do you have it? Good. Now believe it can come true. You never know where your next miracles are going to come from. The next memory. The next smile. The next wish come true. But if you believe that it's right around the corner, you open your heart and mind to the possibility of it, the certainty of it, you just might get the thing you're wishing for. THE WORLD IS FULL OF MAGIC. You just have to believe in it. So make your wish. Do you have it? Good. Now believe in it. With all your heart." ♥ (One Tree Hill)

sábado, 7 de setembro de 2013


Durante muito tempo andei perdida entre dois mundos paralelos. Nunca soube por qual deles optar, sabendo perfeitamente que uma escolha dupla era impossível. Mundos distintos que ainda hoje me dividem. Que ainda hoje me baralham e tiram do sério. Que ainda hoje me revolvem o estômago. Fogo ou Gelo. Calor ou Frio. De um lado o Cérebro. Do outro, o Coração
Optei por um coração frio. Suponho que agora não seja difícil entender o meu nome. Sophie Coldheart. 
Sou apenas um fantasma da pessoa que um dia fui. Um fantasma do coração quente que um dia tive. Morri, e agora estou a renascer.