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segunda-feira, 28 de abril de 2014

best friend.


Barney:   És gira e sim, estás BEM ACIMA DA MÉDIA.
Sophie:    Também não é preciso exagerares para me fazeres sentir bem!
Barney:    Acho isto engraçado: no teu grupo de amigas são, a maioria, presunçosas ao ponto de se acharem lindas e tu que és, de longe, a mais bonita, achas-te feia.


Quando se tem um melhor amigo assim, não se pode pedir muito mais.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

the next four


Amanhã é mais um dia em que partirei à aventura e em que toda a minha personalidade será posta à prova. Vão ser quatro dias a lidar e a liderar oito feitios completamente distintos e a rivalizar interiormente com o meu espírito de competição. Será, mais do que tudo, uma nova experiência a juntar a todas aquelas que já colecionei e esta será, de certo, diferente de qualquer outra. O ambiente será diferente, o nível de exigência será diferente, a minha maturidade será diferente e as pessoas que me acompanharão são também, algumas delas, diferentes. As dores de cabeça vão voltar, o nervosismo e a ansiedade vão apoderar-se de mim e a pouca confiança que tenho em mim própria vai ser tomada de assalto e posta em causa, mas sinto-me mais segura desta vez. Não obstante a grande responsabilidade que em mim foi incutida, sinto que desta vez temos tudo para, mesmo saindo derrotados, ganhar como uma equipa que somos. Vão ser dias complicados e, conhecendo-me como só eu, sei que em muitos momentos me vou sentir tentada a ser incorreta, a ser injusta com todos por estar fora de mim, mas sei que estou agora mais controlada no que toca às pessoas que me vão acompanhar. Não fossem eles rapazes e raparigas fantásticos que já em tantas ocasiões demonstraram a sua confiança em mim e que, agora mais segura do que nunca, sei que fariam tudo por mim, tal como eu faria qualquer coisa por eles. Vão ser quatro dias intensos, mas estou mais confiante desta vez e sei que sairemos vencedores mesmo que nos percamos no campo de batalha. Sairemos com um sorriso no rosto, uma canção nos lábios e ritmo no corpo, como só nós. Sairemos com mais histórias para contar, com mais aventuras para partilhar e com o espírito renovado. Afinal de contas, ainda somos o grupo que dança e canta que nem loucos no meio da estrada e que não se importa com quem vê, com quem passa, com quem assiste à nossa demência. Somos o grupo que se diverte e que se une nos momentos mais críticos e seremos, com certeza, uns vencedores nesta batalha. 
Vão ser quatro dias incríveis e só espero vir tão cheia de orgulho que ele já não me caiba no peito e precise de aqui o extravasar. Vão ser quatro dias com pessoas que valem a pena. E eu quero aproveitar.

domingo, 6 de abril de 2014

pormenores com significado


A vida é, como me ensinaram e fui aprendendo ao longo dos meus poucos anos, feita dos pequenos momentos, das coisas aparentemente sem sentido mas com tanto significado, dos amigos passageiros que nos completam e depois se eclipsam, das amores fugazes que se esvaem com o tempo, das gargalhadas ao fim da tarde e dos lanches não programados que fazem os nossos dias. A vida está repleta de pequenas surpresas que alegram os nossos corações, de pessoas que aparecem do nada pondo um sorriso nas nossas faces e que desaparecem de seguida, de gestos simples que nos enchem de uma alegria genuína e incontornável. A vida é, na sua magnitude e imensidão, algo simples e bastante prático até: aproveitar as pequenas coisas. Aproveitar o pouco que a vida nos vai oferecendo pois afinal de contas, a maior praia é feita de pequenos grãos de areia. E no meio destes pequenos momentos estão os amigos originais, os amores especiais, os conhecidos interessantes e os desconhecidos peculiares. Estão aqueles que mudam o nosso dia com um sorriso inesperado, aqueles que alteram o nosso estado de espírito com uma palavra calorosa, aqueles que nos surpreendem com um toque afável e descomprometido. 
Como diz alguém que me é próximo, eu dou-me bem com toda a gente, detenho uma facilidade incrível para me relacionar com as mais diferentes pessoas e mostro sempre um sorriso amistoso que leva as pessoas a retribuírem a minha simpatia e a minha loucura, por vezes. E essa característica da minha pessoa tem repercussões que só há bem pouco tempo deslindei na minha vida: eu não tenho um grupo de amigos fixo; tenho vários. Não me dou só e apenas com aquele conjunto de pessoas, vou-me dando bem com diferentes grupos com os quais consigo rir e sorrir com à vontade e vontade. Sim, existem sempre aquelas amizades especiais, aquelas pessoas com quem passamos mais tempo, aqueles seres estranhos a quem chamamos amigos sem pudores e que tanto têm a ver connosco, mas tal não invalida, na minha vida, que não tenha muitas outras pessoas ao meu redor com quem passo momentos incríveis e igualmente especiais. A verdade é que, onde quer que me encontre, há sempre alguém com quem me relaciono bem ou alguém com quem consigo criar uma amizade improvável. E, por vezes, são essas pessoas improváveis que fazem o meu dia, são esses grãozinhos de areia que vão formando a minha praia de memórias. Uma conversa sem sentido, um lanche divertido, um livro em comum, tudo faz sentido com certas pessoas que complementam a minha vida insignificante de uma maneira inexplicável. São pessoas que valem a pena e eu estou rodeada delas por todos os lados, pelas suas peculiaridades e pelas suas características. Eu não sou uma pessoa fácil, tenho mil e um defeitos e sei que a probabilidade de muita gente não gostar de mim é elevada, mas cresce-me um sorriso no rosto ao aperceber-me que, de facto, colecionei muitas pessoas formidáveis ao longo da minha vida e muitos grupos de amigos especiais ao longo dos anos. 
A vida é, de facto, feita das pequenas coisas, dos pormenores imperceptíveis e das amizades peculiares. E a minha é feita de todos aqueles que despertam em mim um sorriso, uma gargalhada ou um brilhozinho nos olhos.

sábado, 5 de abril de 2014

Faith


Tu acreditas no destino, conformas-te com o "É assim que tem de ser, é assim que estava destinado a acontecer", pões a tua fé em algo que não dá provas de existir e segues a tua vida fielmente crendo nessa entidade que eu nego. E eu, em oposição às tuas filosofias, sou, como sempre fui, uma eterna revoltada com os desígnios deste mundo, com tudo aquilo que me afeta, consome e destrói por não apresentar razões, justificações que acalmem as interrogações do meu âmago. És tu quem melhor vive, está visto. Não questionas, assumes tudo como um caminho sem bifurcações, no qual tudo acontece por uma tal razão que não questionas, mesmo não a entendendo. Já eu, vivo inconformada com os passos que errei, com as encruzilhadas nas quais me perdi. "Não te perdeste nelas, estás apenas num caminho que não reconheces, é assim que tudo está desenhado, estás perdida no teu caminho certo", dir-me-ias tu na esperança de em mim incutires alguma fé por algo que não aceito. "Então porque me sinto tão fora do meu caminho certo, sabes explicar-me?" e tu perder-te-ias na convicção dos meus olhos, tentando achar escapatória para a firmeza da minha voz. "Como podes tu dizer-me que assim são os meus desígnios quando todos eles me têm levado a poços transbordantes de dor e mágoa?", e continuarias a fitar-me na busca incessante por algo com que refutar as minhas retóricas. Mas nada acharias que me convencesse de que esse maldito destino existe, pois nada há capaz de me dizer que este trilho de dor é aquilo que a vida tem reservado para mim. Não, não posso acreditar em tal inconsistência. Tudo o que de mal me tem assolado é resultado dos erros que cometi, dos caminhos que errei, das encruzilhadas que resolvi estupidamente e não do destino. Pensar em Destino é pressupor que ele nos levará a algum lugar, ao pote de ouro no final do arco-íris, à felicidade cintilante que nos sorri como uma luz ao fundo do tenebroso túnel, mas não pode ser assim, não é assim. Como pode a dor, a mágoa, as dores de cabeça e de coração, as lágrimas e o desespero levar à felicidade irrevogável? Não podem. Não bate certo. A felicidade não é um local de chegada, a felicidade é o caminho. Um caminho que eu falhei, enveredando pelas ruas decrépitas das saudades daquilo que nunca tive. Por isso não me venham dizer que é este o meu percurso previamente escrito pois eu ainda acredito em justiça.  E justiça pressupõe consequências para todas as ações, num equilíbrio cósmico onde cada face da moeda tem outra que se lhe opõe. E eu estou apenas a pagar pelas minhas ações, desmentindo peremptoriamente quem ao destino confia o domínio da sua vida. Fui, sou e serei sempre a eterna revoltada com aquilo que não entendo, mas não me peças que viva numa ilusão que detém contornos tão duvidosos. Sou céptica neste assunto e assim permanecerei. Sê feliz nessa tua fé cega no Destino, mas não me peças que entenda quando tanto tenho com que refutar as tuas crenças. Mantém-te fiel àquilo em que acreditas, mas não me tentes persuadir. Sou mais difícil do que pensas, mas acima de tudo, sou aliada da revolta.

sábado, 4 de janeiro de 2014

good choices


2014 trouxe consigo uma das primeiras noites, desde há muito tempo, em que eu me diverti  como já nem me recordava. Não há nada como um bom serão de cinema com as melhores pessoas ao meu lado e uma boa dose de gargalhadas. Optámos por O Hobbit - A Desolação de Smaug e aquelas quase três horas não podiam ter sido melhor passadas. É incrível como há pessoas capazes de fazer humor inteligente de tudo, até nos filmes com tendências mais dramáticas! Adoro isto. Adoro aqueles rapazes. Sinto, pela primeira vez nos últimos meses, que fiz a escolha certa. Que recusei o caminho certo e que enveredei pelo melhor dos dois. Estou onde devia estar, com aqueles que agora se revelam os melhores e não podia estar mais orgulhosa disso. Mais noites destas virão. 2014 será um ano inteiramente diferente.

domingo, 8 de dezembro de 2013


As lágrimas nem sempre precisam de ser respondidas com palavras. Por vezes, o silêncio de um abraço vale muito mais do que perguntas incessantes. Um "Eu sei" vale mais do que um "O que se passa?" e uma presença silenciosa vale mais do que uma presença ruidosa. Quando eu choro, só preciso que me acalmem na certeza de um abraço e no silêncio quebrado de um "Vai ficar tudo bem".

domingo, 24 de novembro de 2013

bestfriends are made for life


Tenho saudades tuas, melhor amigo. Tenho saudades das nossas conversas em andamento que duravam horas e que terminavam com tanto que ficava ainda por falar. Tenho saudades de tudo aquilo que arranjavas para me distrair quando os meus dias corriam de mal a pior, e dos dias em que te bastava um "olá" mais neutro para te aperceberes do quão em baixo eu me encontrava. Sinto saudades da simples presença diária que marcavas na minha vida e do quanto me ajudavas todos os dias sem te aperceberes. Continuas a apoiar-me, continuas a conhecer-me, ainda falamos, ainda me ligas e ficamos mais de meia hora ao telemóvel, ainda me chateias a noite toda com conversa da treta, ainda me perguntas o que se passa quando me sentes triste, mas ao mesmo tempo está tudo diferente. Estás longe. Estás a viver a tua vida longe da minha e a aproveitá-la ao máximo, a conhecer melhor aqueles que agora formam o teu quotidiano e a partilhar com eles tudo o que a tua vida te vai trazendo. Não os invejo, nem te culpo. Só tenho saudades de te ter na minha vida, especialmente agora que sinto que já não tenho mais ninguém se não tu e o Mr. Nightmare. E, de todos, és o mais estável. A única pessoa com quem nunca fui capaz de me chatear, a única pessoa que nunca me abandonou num momento mau, a única pessoa que viu quase todas as minhas facetas e que mesmo assim, as aguentou e que me deu na cabeça quando necessário sem me ferir. És mais do que um amigo. És um irmão que me acompanha desde que eu usava vestidinhos contra a minha vontade e tinha cabelo à rapaz. És um irmão que me viu passar por todas as fases da minha vida e com quem eu já vivi milhentas aventuras. Tenho saudades de te ter cá, de te ajudar a pintar o teu quarto quando já não tens paciência para tal, de mal ouvir o som da tua voz por estar a ficar para trás nas nossas voltas de bicicleta e dos jantares em grupo que só servem para rir e descontrair. Continuas a ser o meu irmão, o meu melhor amigo e uma das pessoas que mais sentido faz na minha vida. Não te esqueces de mim e eu não me esqueço de ti. Partilhamos as novidades, partilhamos as piadas, partilhamos os pormenores que ficam ao acaso das nossas vidas, e continuamos a rir com as figuras tristes um do outro. Nada disso mudou. Estás longe, mas não deixas de ser uma parte imprescindível da minha vida. Tenho apenas saudades da tua presença. 
Sem te esforçares, tornavas tudo mais fácil. Só pelas gargalhadas que me fazias soltar.
É só disso que sinto falta.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

it's stronger than me


É mais forte do que eu. Quando vens até mim de lágrimas nos olhos e, de entre todos, me escolhes a mim para desabafar as tuas mágoas, não consigo evitar relembrar o passado. Vejo em nós aquilo que já fomos e, embora isso também me relembre de tudo o que fizemos uma à outra, não sou capaz de deixar de querer proteger-te. Quando te vejo assim, indefesa, tudo o que me ocupa é esta necessidade de te acalmar, de ser para ti o que um dia foste para mim. Há anos que conhecemos os traços uma da outra e foi por isso mesmo que tão magoada saí de tudo o que de mim escondeste. Não pela situação, mas por não o esperar de ti, uma pessoa a quem sempre confiei partes importantes de mim, pensando que as guardarias com a tua vida. Não nego que ambas tenhamos falhado, mas apraz-me ver que damos agora os primeiros passos para a reconstituição da amizade que mais me custou perder no meio disto tudo. Estamos a crescer, como pessoas, e como amigas. Estamos a aprender com os nossos erros e eu estou a perdoar-te com cada pedaço magoado que restou do meu coração. Não o voltes a destruir, por favor. É tão bom ser um apoio para ti, mas preciso de saber que também o serás para mim se eu precisar, mesmo que ainda não seja capaz de confiar em ti como antes fui. Mesmo sabendo que não saberei ser quem fui para ti, como um dia soube. É mais forte do que eu. Revejo naquilo que hoje formamos o passado que deixamos escapar, e por muito que esteja a arriscar, quero ajudar-te, secar-te as lágrimas e despertar o teu sorriso, pois no final de tudo, quebra-me que não estejas bem. Podes ter errado. Podes ter destruído tudo o que eu julgava termos. Mas continuo cega na busca pelo dia em que te virarei as costas. Não serei capaz de o achar. Pois serás sempre uma parte de mim. Uma parte que já foi cortada e colada muitas vezes, que ainda cá está. E que, desta vez, tem de permanecer.