Também aqui.
Deixei esta pergunta na rúbrica E se...? do blogue Paralelodice da Amy, e acho que é, de facto, uma pergunta muito interessante e que pode gerar opiniões distintas.
Eu própria julgo que me levaria algum tempo a decidir, mas, no final, optaria por abrir o envelope e por conhecer a minha sentença.
Muita gente interpreta essa "oportunidade" de uma perspectiva diferente da minha, dizendo (talvez com razão), que seria preferível não saber para não entrar em paranóia e desespero e porque isso os levaria a contar os dias até à morte de uma forma mórbida. Já eu, vejo as coisas de outro prisma.
Se eu pudesse saber a data da minha morte, não hesitaria. E porquê? Porque preferia mil vezes conhecer o tempo de que dispunha para cumprir todos os objetivos que defini para a minha vida. Se eu fosse morrer daqui a um mês, não iria perder tempo a ir às aulas, por exemplo. Iria antes fazer bungee-jumping, paintball e uma tatuagem. Iria a um concerto dos 30 Seconds To Mars. Iria ao cinema com os meus amigos e viajaria até Itália. Visitaria o Grand Canyon, faria voluntariado em África e subiria ao topo da Estátua da Liberdade e da Torre Eiffel. Andaria num balão de ar quente e, quem sabe, escreveria um livro sobre a minha vida. Daria o melhor de mim aos que me rodeiam e dançaria à chuva sem me importar com o quão molhada ficaria. Se o meu tempo de vida se reduzisse a um mero mês, aproveitaria todos os segundos desses trinta dias para fazer os outros felizes por saber que o meu coração iria parar dentro de pouco tempo.
Eu sei que devia aproveitar a vida ao máximo todos os dias, exatamente por não saber o que me reserva o dia de amanhã mas, sejamos sinceros, ninguém leva isso à letra. Muitas vezes deixamo-nos ficar pela comodidade do que temos como garantido e menosprezamos o que temos, sofrendo e fazendo trinta por uma linha por assuntos menores. Não aproveitamos a nossa vida, nem pensamos naquelas pessoas que estão piores que nós e muito menos nos sentimos gratos pelo que temos quando devemos. E essa é uma verdade dura de aceitar, por vezes. Agora imaginem que se viam confrontados com a data da vossa morte... Não aproveitariam ao máximo? Não se esforçariam por alcançar os vossos sonhos e até por ajudar aqueles que de pouco dispõem? Não fariam de tudo para morrer realizados?
Eu sei que esta é uma questão controversa e espero que me deixem as vossas opiniões. Percam um bocadinho do vosso tempo a pensar nisto.