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terça-feira, 9 de maio de 2017

olá, meu eu do futuro


Roubando a ideia (giríssima) que a AxelleDara partilhou no blogue dela (aqui mais precisamente), resolvi também eu criar uma listinha de perguntas que faria a mim própria se me encontrasse com o meu eu do futuro. Perguntas estas às quais responderei daqui a um ano, como balanço de 2014. 

Sophie, diz-me:

Conseguiste concentrar-te finalmente nos estudos e subir a média pobre que tinhas?
Conseguiste por fim derrotar o "Bolacha" e melhorar a nota daquela disciplina horrível?
Conseguiste passar no exame de mota à primeira?
Fizeste a mega festa de aniversário que tanto desejavas?
Estás contente com o rumo que deste ao blogue ou desististe deste também?
Como foi o concerto em Julho? Gostaste?
Conseguiste sair daquela fase horrível que atravessaste?
Começaste a sair mais à noite?
2014 valeu a pena?
May the odds be ever on your favour

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A new year is waiting for us


2013. Dói só de relembrar tudo o que este ano me trouxe. Apesar de todas as surpresas boas que tive, dou por mim a olhar-me ao espelho e a ver um reflexo cansado, fraco e com olheiras do tamanho do mundo. Estou extenuada, esgotada e farta de sofrer. 2013 é um ano para esquecer. Um ano que, ainda que me tenha trazido imensos ensinamentos, apagaria sem pensar duas vezes. Sofri e fiz sofrer, odiei-me e pensei em pôr termo à minha vida mais vezes que aquelas que é bom admitir. Cometi erros que me saíram bem caros e durante meses, senti esse preço na pele. Foi um ano de mudanças, um ano em que aprendi inúmeras lições a muito custo e um ano que quero deixar no passado.
Nem tudo foram coisas más. E este espacinho é a prova disso. O meu regresso à blogosfera foi o que de melhor me aconteceu e encontrei tanto apoio aqui que não tenho palavras para agradecer o quanto fizeram por mim, mesmo sem me conhecerem, durante estes quase quatro meses. Todas as palavras de carinho, alento e apoio que me fizeram sorrir até nos piores momentos, significaram o mundo para mim e eu não podia ficar mais feliz por fazer de novo parte desta família. 
Sinto que, aos poucos, estou a ganhar de novo amizades que valem a pena, amizades que importam, tanto aqui dentro, como lá fora e, apesar de manter as minhas reticências fruto do passado, cada vez me sinto melhor junto daqueles com quem agora partilho o dia a dia. A confiança em si, é custosa de construir, mas cansei-me de ser tão cheia de profundos problemas e sentimentos. Quero aprender a desprender-me mais do valor que dou ao que me destrói, quero importar-me menos e viver mais o momento, sem me preocupar em tentar deslindar quais aqueles em quem devo confiar, sem ter de partilhar o que me ocupa com ninguém. Serei eu mesma, sem o ser, tal como tenho feito perante aqueles que agora se revelam boa companhia. 
Este foi um ano de provas, de obstáculos e de desafios. Não fui o melhor de mim para quem o merecia. 
2013 trouxe-me aquela que foi a pior fase da minha vida, desde que me recordo, mas deu-me também sementes para eu olhar para o futuro sem receio, pois pior, não julgo que possa ser. Vou iniciar este ano e esperar, sem expectativas, pois são elas que mais destroem.


Vêm aí 365 páginas para colorir e como eu preciso de abandonar os tons escuros e frios e de os substituir pela vivacidade das cores quentes! Só necessito que 2014 se revele um pouco melhor que estes doze meses que o antecederam.

Este ano vou:

 Tirar a carta de mota;
 Festejar o meu aniversário;
 Subir a minha média;
 Ir a um concerto;
 Estar com a minha americana no verão;
 Estrear e abusar do meu Wreck This Journal;
 Sorrir mais;
 Amar mais;
 Chorar menos.
e... (um desejo muito especial)
 Conhecer a Cláudia S. Reis e a julliette *

E desejo, aos melhores seguidores do mundo - vocês - que o melhor do vosso 2013, seja o pior de 2014, que aproveitem ao máximo cada dia, e que, daqui a um ano, possam dizer que 2014 foi o ano

domingo, 15 de dezembro de 2013

uma nova era, ou assim espero.


Sinto que estou presa a um passado que se revela agora bastante vingativo. Não sei mais como me largar destas correntes que ainda envolvem os meus tornozelos e que ainda corrompem o meu coração. Quero seguir em frente, preciso de seguir em frente. Preciso de me desprender das memórias que só me fazem sofrer, por serem pedaços de paraíso comparadas com os pedaços de inferno que agora enfrento. Tenho de largar os grilhões que me amarram ao pretérito perfeito que o destino roubou de mim. Preciso de enfrentar a realidade dura que me foi imposta e esquecer o ontem que já não tenho como recuperar. É a única maneira que tenho de sobreviver, de recuperar os pedaços de mim que se têm perdido. É a única maneira de relembrar os gomos de felicidade que um dia senti. Tenho de desligar o que ficou para trás. Esquecer o dias em que tudo era mais fácil e só depois, seguir em frente. Se vai custar? Não pode doer mais do que já dói. Hoje é o dia. O dia em que arranquei de mim os resíduos do passado. O dia em que queimei os pedaços da minha alma. O dia em que rasguei a carne e expurguei o meu coração dos malefícios que as lembranças me trouxeram. Hoje começa uma nova era. Hoje vou viver o presente e desenhar o futuro. Já não existe pretérito. Hoje foi o dia.

domingo, 3 de novembro de 2013

E se...?


...te dessem um envelope com a data da tua morte? Abria-lo ou preferias ficar sem saber?
Também aqui.

Deixei esta pergunta na rúbrica E se...? do blogue Paralelodice da Amy, e acho que é, de facto, uma pergunta muito interessante e que pode gerar opiniões distintas.

Eu própria julgo que me levaria algum tempo a decidir, mas, no final, optaria por abrir o envelope e por conhecer a minha sentença.
Muita gente interpreta essa "oportunidade" de uma perspectiva diferente da minha, dizendo (talvez com razão), que seria preferível não saber para não entrar em paranóia e desespero e porque isso os levaria a contar os dias até à morte de uma forma mórbida. Já eu, vejo as coisas de outro prisma. 
Se eu pudesse saber a data da minha morte, não hesitaria. E porquê? Porque preferia mil vezes conhecer o tempo de que dispunha para cumprir todos os objetivos que defini para a minha vida. Se eu fosse morrer daqui a um mês, não iria perder tempo a ir às aulas, por exemplo. Iria antes fazer bungee-jumping, paintball e uma tatuagem. Iria a um concerto dos 30 Seconds To Mars. Iria ao cinema com os meus amigos e viajaria até Itália. Visitaria o Grand Canyon, faria voluntariado em África e subiria ao topo da Estátua da Liberdade e da Torre Eiffel. Andaria num balão de ar quente e, quem sabe, escreveria um livro sobre a minha vida. Daria o melhor de mim aos que me rodeiam e dançaria à chuva sem me importar com o quão molhada ficaria. Se o meu tempo de vida se reduzisse a um mero mês, aproveitaria todos os segundos desses trinta dias para fazer os outros felizes por saber que o meu coração iria parar dentro de pouco tempo. 
Eu sei que devia aproveitar a vida ao máximo todos os dias, exatamente por não saber o que me reserva o dia de amanhã mas, sejamos sinceros, ninguém leva isso à letra. Muitas vezes deixamo-nos ficar pela comodidade do que temos como garantido e menosprezamos o que temos, sofrendo e fazendo trinta por uma linha por assuntos menores. Não aproveitamos a nossa vida, nem pensamos naquelas pessoas que estão piores que nós e muito menos nos sentimos gratos pelo que temos quando devemos. E essa é uma verdade dura de aceitar, por vezes. Agora imaginem que se viam confrontados com a data da vossa morte... Não aproveitariam ao máximo? Não se esforçariam por alcançar os vossos sonhos e até por ajudar aqueles que de pouco dispõem? Não fariam de tudo para morrer realizados?
Eu sei que esta é uma questão controversa e espero que me deixem as vossas opiniões. Percam um bocadinho do vosso tempo a pensar nisto.